Chegaram as férias da Páscoa e com elas a minha família.
Desembarcaram em Milão para me visitar e conhecer um bocadinho da terra a que
hoje posso chamar casa emprestada. Depois de Milão, umas passagens rápidas por
Parma, Bergamo, Como e Pádua e, finalmente, um fim-de-semana em Veneza.
Para um clima de magia, contribuem sempre aqueles que a
mantêm viva em mim, que me fazem de novo e eternamente criança, tempo em que
todos os mundos, espaços e tempos são, de facto, possíveis. Fazem-no de
diferentes formas, cada um desempenhado um inconsciente papel neste tão querido
retrocesso. Pouco sabem sobre a sua importância e pouco lhes conseguiria
explicar, mas deles não pediria mais nada.
Hoje, quase adulta, ganho consciência. Da vida e da morte,
do bem e do mal, da felicidade e da tristeza. Da morte, do mal e da tristeza.
Hoje, são estas as realidades que vejo e não quero aceitar, é nelas que penso
quando não quero pensar e é delas que fujo sempre que posso. É pelo meu lugar
de magia e criancice que mais temo e por aqueles que sempre me trazem de volta
e me salvam do medo, me salvam da consciência. E a morte sempre é tomada pela
vida, o mal substituído pelo bem, e a tristeza sempre dá lugar à felicidade. E
quem o torna possível são aqueles por quem mais temo, quem mais prezo e a quem
mais desejo todos os mundos mágicos e universos paralelos. A eles desejo todas
as Venezas que possam existir, num mundo eternamente mágico e belo.
Com amor e já saudades, à minha querida família:
Susana, Luís, Henrique, Carolina e Eduardo
Susana, Luís, Henrique, Carolina e Eduardo
Camila

Emocionas-me! Obrigada pelas Venezas...
ResponderEliminarMãe